Muitos
Médicos Adoecem a causa: o Sistema do Setor Público de Saúde.
O artigo se refere às visitas do Vereador Sidnei aos
Postinhos de Saúde.
Comentário LCS937 (Luiz C. Silva)
Olha Sidnei quando se investiga algo sem ter a
intenção de investigar acontece que se descobrem as coisas que não podem ser
ditas por ninguém. A constatação de falta de médico por motivos variados não
são coincidências e mais, o médico – geralmente recém-saído de faculdade – teme
não por sua segurança, mas pela segurança profissional, sem o que não teria que
estar cuidando de ninguém e, é mais ou menos, o que acontece se considerando, o
período entre o atendimento e o prognóstico para casos mais complexos quando
são necessários Exames...
Evidente que é um atendimento básico, entretanto há
casos em que é necessário exame laboratorial, com as afamadas máquinas de
“Xerox radioativas e imã”, além do exame de sangue, o caríssimo Contraste, ao
preço de ouro folheado etc. No particular esse lote de exames para se conseguir
um prognóstico, custa em média 5.000 mil reais.
Pois bem, o médico do SUS marca o exame, que vai
levar alguns meses para acontecer, o paciente agrava a sua situação e o médico,
pelo volume de casos coincidentes, acaba tendo sua profissão afetada, por conta
de um sistema de risco profissional para o médico.
No atendimento de Urgência que são os Traumas, não
posso acreditar que não tenha um médico experiente no atendimento, porque se
este é o caso, de não ter um médico experiente à frente, evidentemente, há uma
intenção sub-reptícia de desmoralização da saúde. E nenhum médico vai arcar com
isso, nem por heroísmo. Porque mesmo os atendimentos – em Campo – como é o caso
dos – Médicos sem fronteira – existe um para orientar casos mais complexos.
Além do mais, nas UPAS, desde alguns meses, todo exame
solicitado pelo médico é aprovado ou não, por outro médico que não conhece o
paciente e não atua nos postinhos. E deduz pelo pedido de exames do médico se é
ou não é pertinente. O que desautoriza o médico do ponto de vista do paciente.
É uma pena que os médicos temam comentar o assunto
porque sabem que o seu emprego, a sua profissão está em risco, então suportam
como podem, usando os próprios recursos do sistema, que não é coincidência de
forma alguma, até devido o número de afastamentos [...]. Entretanto, também é
muito viável de acontecer uma doença psicossomática, depressiva, devido à forma,
como o profissional de medicina, como uma função digna, se vê obrigado a atuar
e sem apoio nenhum, ao menos nos postinhos e ainda tendo seus exames recusados.
Abs.
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