Mudou o CONCEITO de Privatização, porém, Não
Mudou o SISTEMA mensal de cobranças. Poderia ser diferente?
No meio da primeira década do governo dos
militares a Light de São Paulo cidade, foi estatizada. O governo – segundo o
que se dizia na época – o governo pagou caro por, digamos, por “ferramentas
usadas”. Falo da cidade de São Paulo, não tenho ideia de quantas cidades a
Light fornecia eletricidade. Nem sei quais usinas hidrelétricas ela tinha sob
seu controle.
...
Creio eu, que a Light tenha sido estatizada porque “A Grande São Paulo” estava
se industrializando e as também as Emigrações de outros tantos Estados, inclusive
do Paraná, precisariam de mais, muito mais investimentos e certamente não era do
interesse dos Ingleses, quando Europa recém havia saído de uma guerra e estava
em outra “a Guerra Fria”. E também
consideraram, provavelmente, que o “acerto da industrialização” feito com
Juscelino, tinha prazo determinado...
Digo isso, porque esse foi um MODELO de
privatização que não poderia ser considerado privatização, teria mais sentido em
se pensar nisso como um pedido, muito anterior ao governo militar, para se
criar um desenvolvimento do setor energético.
...
Lembrando que o prédio Martinelli – um grande edifício de São Paulo cidade,
construído entre 1934 a 47 pelo húngaro William Fillinger, da Academia de Belas
Artes de Viena. – foi construído com
materiais que vinham de navio, da Inglaterra...
Estou dizendo isso, porque houve uma crítica
ao S. M. a respeito das críticas que fez não sobre a privatização da Copel, mas
sobre a competência da administração. Aonde o comentário feito contra S>M,
alegaria que S>M era a favor da privatização e agora, depois de privatizado
critica a privatização.
...
Na verdade existiu, desde o momento FHC, Jaime Lerner no Paraná, um conceito de
privatização, quando você vende uma Estatal na bolsa de valores e quem paga
mais leva, não é isso, mas popularmente é isso. Imagine a seguinte imagem, uma
empresa ou um grupo, uma rede, compra a empresa de abastecimento de água e
tratamento de esgoto em um Estado como o Paraná com 399 municípios. A “empresa
em si”, a empresa que já existe é uma máquina em funcionamento que precisa de
constantes ajustes e investimentos e os devedores são o povo, inclusive os
imigrantes, os emigrantes e o povo que recebe benefícios do governo desde FHC
quando era “bolsa escola”. Digo isso, para se avaliar o RISCO, considere também
o volume de inadimplentes que alcança mais da metade da população, com variação
nos Estados.
...
Essa pequena observação e ainda a pouca credibilidade das instituições e até
dos exércitos, além da insolvência de parte grande do povo, levou os investidores,
os megaempresários, bem como os políticos neste patamar de negociações a um
processo silencioso de ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE PRIVATIZAÇÃO, que corroboraria
com o novo modelo de capitalismo de associação com as megaempresas (Stakeholders)
e laços – de compartilhamento – com as pequenas empresas e não todas, mas as
selecionadas em cada cidade. Selecionadas, segundo um critério muito
particular, assim como são particulares as negociações iniciais da privatização
até chegarem ao público para sondar as reações.
A “velha privatização”, apesar de NÃO... ela
estava por sua conta e risco, com o novo modelo de privatização o RISCO é
dividido com o Estado. O que torna a empresa e Estado coparticipantes em um
mesmo processo de comando de trabalhos prioritários cujo eventual devedor –
MENSAL – é o povo.
...
Veja o caso dos transportes públicos. Tecnicamente é uma empresa mista – NO QUE
interessa aos empresários e ao governo –, no caso de Foz, uma cidade com
densidade populacional instável em termos de respostas sociais – a partir da
habitação e empregos privados de baixos salários, além da INTERVENÇÃO do Estado
nos salários e muitos impostos – e sem o APELO infantil dos “Direitos Humanos” –
que protelou e protela a difícil realidade do povo – e com forte emigração e
imigração e porosidade em suas fronteiras, mesmo como o apoio governamental a
empresa não tem condições de dar as respostas ao Transporte de Massas não por
culpa da empresa e nem de ninguém no poder, mas, pelos dirigentes da cidade,
tanto político como econômico, além das “imposições e intervenções” do Governo
Estadual e Federal... se negarem a
discutir outras formas e modelos de transportes de massas que viabilizem o seu
uso de forma a atrair passageiros em toda a cidade.
...
Lembro também, que no Rio de Janeiro cidade, em vias de uma Copa ou coisa assim,
criaram um linha de bonde, apenas para “florear o ambiente”, mas criaram!