Até Onde é Governo e até Onde é Povo dos
Bairros?
Bem
lembrado meu querido amigo a representação do Executivo e Legislativo é formal,
segue os trâmites. Já a questão da saúde segue trâmites internacionais. Além do
obvio confronto em termos de luta do dia-a-dia entre o Estado/saúde e o
Privado/saúde, em termos de laboratórios, fornecedores, faculdades de medicina
e outros modelos de saúde, como aquele, que faz o mesmo serviço de atendimento
básico ao custo de algumas dezenas de reais por mês e que responde tanto quanto
o SUS até o momento CRÍTICO quando o atendimento atinge outro patamar, como seriam
as operações. Aí se diferenciam as formas de atendimento. Para um, desde que se
pague as coisas acontecem. Para outro, há uma fila de espera para algo que,
para o paciente, o TEMPO URGE.
Vejamos
de outra forma. E a forma é a seguinte: até onde o governo municipal e até
estadual podem responder pela sociedade e, até onde a sociedade – classes de
pessoas, como se fossem as Castas Hindus – essa sociedade pode COBRAR ao
governo e, o QUÊ COBRA? Considerando que a democracia seja uma PRÉVIA institucional
do que pode ser cobrado?
...
Na prática, porque um Ass. De Amigos de Bairro é estática e vive de contribuições
do governo – anual – e festas para pagar o básico? Porque não criam uma
FUNDAÇÃO voltada ao povo da área geográfica de abrangência? Que seja, blocos de
10 mil pessoas! Que já constitui informalmente uma cidade pequena ao lado de outras
tantas cidades pequenas, até chegar a 28 cidades pequenas de 10 mil que é a
população da cidade? Cabe à FUNDAÇÃO monitorar o ATIVO e PASSIVO de cada bloco
de 10 mil pessoas e buscar soluções JUSTAS e equilibradas, inclusive para a
Saúde.
...
Digamos assim, as classes com boas condições de vida, seguem o rumo dos grandes
edifícios outros, condomínios fechados. Nunca estarão junto ao povo,
entretanto, “vivem do povo”, quando criam leis municipais; quando criam
negócios nos bairros, quando alugam imóveis, quando constroem escolas e postos
de saúde e também “largas vias por onde transitam veículos”, onde o povo
raramente tem acesso, assim como não moram em condomínios fechados.
...
Uma FUNDAÇÃO lida ou lidaria com a realidade imediata e NUNCA em hipótese nenhuma
se envolve com RELIGIÃO e ou POLÍTICA. A visão da fundação tem que ser
necessariamente PRAGMÁTICA NA AÇÃO que se concentre nos MODOS DE VIDA dessas
pessoas, como se diria na boa medicina, chamando-as pelo Nome.
Não
vou me estender. O tema tem a ver com produção, patrimônio “do bairro”,
trabalho e vida digna. Mas, veja “nós mesmos” enquanto comunicadores (?) de uma
GRAÇA não divina mas, de experiência do tipo que “não deve pedras a nenhuma
organização” e portanto, segundo o modelo de Castas, não é digno de
consideração. De nenhuma consideração. Nos,
nos limitamos aos encontros de internet – ao menos para mim e, sinto falta de um
ambiente saudável de conversas não viciadas e tão pouco comprometidas com
organizações políticas e ou religiosas.
...
Talvez devêssemos pensar em considerar que a AJUDA à criação do princípio da
discussão da PRIMEIRA FUNDAÇÃO DO POVO PARA O POVO desde AÇÕES PRÁTICAS para a
vida local, que seja par cuidar das pessoas e dos bens do bairro e perspectivas
produtivas e trabalho, fosse um curso mais legítimo e sem competir com governos
e aproveitar ou tirar proveito de um modelo de economia que vem se
transformando, no sentido afunilamento que, como diz a IA, ela não vem para tirar
empregos, mas, tem um sentido de depuração de algo que só é visto em momentos
de grave crise.