sábado, 4 de julho de 2026

O Sistema Habitacional – faz uso dos termos INCLUSÃO SOCIAL e SUSTENTABILIDADE ...

 

O Sistema Habitacional – faz uso dos termos INCLUSÃO SOCIAL e SUSTENTABILIDADE, porque HÁ a Exclusão Social e INSUSTENTABILIDADE.

       Neste caso, estamos nos referindo, eu fazendo um comentário e o site H2FOZ expondo o acontecido, sobre a entrega (segunda entrega) de 60 moradias para 60 famílias, aproximadamente 180 pessoas. Acontece em Foz do Iguaçu na Vila Brás.

... É um reassentamento de moradores da Vila Brás, área de preservação permanente [...] ocupada há mais de três décadas...

... Desenvolvido pelo Itaipu Parquetec, Itaipu Binacional, Prefeitura de Foz do Iguaçu e Fozhabita, o projeto alia inclusão social e sustentabilidade. As moradias foram construídas pelo sistema Wood Frame, tecnologia que reduz o tempo de execução das obras e os impactos ambientais em relação à alvenaria convencional. (H2FOZ)

Bem é isso. O diretor de Itaipu faz referência à “Compromisso social e inovação”, “garantir qualidade de vida e investir em inovação tecnológica”.

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       O critério de escolha dos moradores foi do ASSENTAMENTO. Assentamento em área de preservação. Ou seja, “A CHAVE” da habitação é o Assentamento, mas, não só assentamento em área de preservação, como também assentamentos em áreas com outras definições, pois que, a Empresa Estatal, binacional, adquiriu TERRAS para um grupo que foi identificado como índios [...]. E neste caso específico, não houve “inovação tecnológica”.  

       Dado o prólogo, a apresentação da situação, eu pergunto aos senhores e senhoras, que têm o PODER DE ESTADO e a chave do cofre... de decidir sobre a vida das pessoas, o que os leva a crer – EM TERMOS DE SOCIEDADE – que a entrega de 60 casas – o que é uma felicidade para quem recebe a casa – possa ter o SENTIDO de INCLUSÃO e SUSTENTABILIDADE? Inclusão de 60 famílias na contramão de milhares de outras excluídas? Em uma só cidade? É uma impossibilidade sociológica e psicológica. Mas isso é outro tema. E grave.

... Como os senhores qualificariam a questão do MST que se estende por mais de três décadas – portanto mais que o assentamento Brás – e com um volume assombroso de pessoas que supostamente estariam qualificadas para plantação e criação de animais e, apesar de conseguirem terrenos, NUNCA conseguiram a Inclusão e a Sustentabilidade e vivem – as bases do MST vivem – de forma improvisada, como um ex-soldado Norte Americano que participou de uma guerra aonde dirigia veículos caríssimos e não consegue um emprego de “manobrista de estacionamento”.

... Digo isso, porque enquanto os senhores entregam 60 ou 120 moradias, UM SÓ LOTEAMENTO na cidade de Foz entrega [...] DOIS MIL lotes de terra de aproximadamente 300 mts² cada lote. Se somarmos todos os loteamentos serão, alguns milhares de terrenos a mais. Diria que isso desafia as leis matemáticas de Pitágoras – em termos de espaços UTEIS – , ainda mais quando o volume populacional do ENTORNO, obscurece qualquer RACIONALIDADE de Governo.  

... Ora, no que tem se resumido a ação do Executivo? Mais leitos no hospital? Buracos de rua? E isso não lhe parece contraditório? E o CONTINGENTE dos MARGINAIS (à sociedade), não lhes parece “a cara” da Exclusão e Insustentabilidade? De outra forma, qual não foi a OUSADIA na escolha dos novos proprietários, sem um estudo aprofundado da DEMOGRAFIA e GEOGRAFIA da cidade? Para afirmar a SUSTENTABILIDADE? Afinal, terão empregos no Estado ou, no mundo privado, ou mesmo, autônomo. Ou...

... terão uma casa “a título de especulação do mercado – criado pelos senhores” quando ESCOLHEM pessoas e grupos –, até que a pressão social e a irracionalidade econômica, além dos crimes econômicos (que não vou especular sobre isso por ser muito desgastante, mas tivermos experiências disso na cidade com “jogos habitacionais de especuladores), os obrigue a “negociar a casa” para se livrarem – sem se livrar – de tudo o que vem afetando a vida de quem vive do trabalho (manual).

       De que outra forma poderia ou deveria ser feito? Os senhores são o poder, Se o poder tem um sentido civilizador, assim como a constituição rege as leis do país, são as pessoas, os agentes do Estado, que realizam os acontecimentos e obviamente têm as “suas preferências” de acordo com interesses políticos de dominação, seja qual dominação for.. E isso é um fato.

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