quarta-feira, 1 de abril de 2026

O Conselho da Usina

 

O Conselho da Usina

Não devo ser contrario ao “Conselho da Usina Hidroelétrica” por um único motivo eles geram empregos na Usina, além dos empregos paralelos dos meios de comunicação: televisão, sites/portais, rádio e jornal impresso. E também, pequenos clubes como parque de dinossauros, parque das aves, Parque Tecnológico etc.

Fazendo um paralelo com algumas Usinas Hidrelétricas de outros países, elas funcionam com um grupo de pessoas que se revezam, grupos 12 pessoas, não mais que isso. No caso da Usina em questão, não achei informação sobre o número de funcionários da Usina, mas acredito que seja bem mais do que 120 pessoas.

Creio que a diretoria da Usina, por onde já passou figuras conhecidas do povo paranaense e todo o Brasil, creio que eles aprovem essas despesas diversas por conta da geração de empregos do tipo de empregos que são permissíveis.

Dito de outra forma, a Usina de alcance Federal e Binacional, teria muita facilidade em produzir tampas de bueiros de ferro, mas isso ela não pode fazer. Ela poderia desenvolver máquinas e processos de reciclagem de materiais e orgânico, mas também não pode fazer isso. Também poderia criar um setor naval incluindo à pesca para gerar empregos ao povo pobre, mas também não pode fazer isso. Logo, o Conselho nada podendo fazer de substancial, faz o que pode e para o “trade” turístico, é divertido.

Evidente, que a função da Usina e a Engenharia seriam criar plantas de trabalho e produção para o povo, até para substituir o “carrinho puxado a mão” o que é bárbaro, por algo que eles “a nata do conhecimento técnico” viesse a desenvolver em termos de empresa do povo para o povo, já que a iniciativa do povo é deveras rudimentar.

 

 

Sete Mil acidentes de Trabalho. Uau!

O post do Paraná Pop sobre acidentes de trabalho, mais de sete mil e que foi omitido pela empresa [...] apontados pelo Ministério Público do Trabalho em um Frigorífico em Medianeira merece um comentário.

E vou fazer contando uma breve história estória, porque sou um indivíduo, eu mesmo. Certa vez trabalhei em uma “Gata”, uma caldeiraria. Explico, Gata era o nome usado para identificar empresas oportunas, que eram aquelas empresas que alugavam máquinas, galpão, porque tiveram uma oportunidade, neste caso, de fazer grandes tanques para caminhões, que transportam leite, produtos químicos etc. Outra definição de Gata [é] que, tudo era no improviso e digo isso porque a matéria prima era o ferro, chapas de aço de um centímetro de espessura e do tamanho de uma carroceria de caminhão e eram necessários 06 homens com alavanca para “arrastar e jogar a chapa no chão”, que só ia sair dali depois de cortada como oxiacetileno. Claro, se fosse uma indústria grande, teria uma ponte rolante e um imã e ninguém faria força alguma. Isso era a Gata, uma empresa de risco de acidentes e acidentes graves. Por mais experiência que tivesse no serviço o risco de acidente era constante, inclusive acidentes “invisíveis” como surdez por excesso de barulho. Afinal quando não de tem máquinas usa-se a marreta para entortar um ferro e a possibilidade de uma marreta escorregar... é dramático.

Logo, voltando ao artigo do Paraná Pop, quando diz que a empresa omitiu os acidentes [...] é uma situação constrangedora, não exatamente para a empresa, mas para as instituições que se dizem “Serviço Brasileiro de Empresas”, Serviço social da Indústria e principalmente dos SINDICATOS da categoria. Ora, eles podiam acompanhar o processo produtivo e o uso de máquinas apropriadas que garantam a segurança do trabalhador. Poderia se criar um plano de ajuda à empresa dentro das possiblidades reais. O Agro negócio vive de financiamento. Sem financiamento não há produção! E porque não, um plano de segurança no trabalho, e atualização de maquinários, feito por profissionais, esses, que se vangloriam com dinheiro de empresas e até Estado, O governo deveria cobrar isso.

 

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