domingo, 11 de janeiro de 2026

A Disrupção de um Processo de Governo Arcaico.

 

A Disrupção de um Processo de Governo Arcaico.

Lembro-me de ter visto em Foz do Iguaçu, uma poderosa máquina de compactação exposta – como peça de museu - enfrente a um departamento de obras no bairro Vila Portes. A máquina de origem estrangeira, talvez alemã, inglesa, americana, foi feita para durar séculos, porém é necessária a reposição ou reparo, das peças de impacto. As peças que fazem o rolo vibrar. Mas o principal é o poderoso motor e a força da máquina, que aceita adaptações. Mas, nada disso aconteceu. A máquina virou peça de museu, assim como são expostos peças bélicas e veículos dos exércitos, que são expostas e outras, negociada a um preço camarada.

... Servi na Aeronáutica e até hoje me pergunto, porque as munições têm que ser trocadas de dois em dois anos, considerando que elas podem durar dezenas de anos...

Voltando à máquina de compactação. Soube que naquele departamento foram ajustados negócios com Kombis, três delas.  Para quem não sabe, Kombi foi a “perua” mais usada no Brasil, antes da chegada das Vans a diesel. Quando a Volks teve “a autorização” de produzir Kombis a diesel, mas era tarde demais. As Vans já haviam tomado o mercado.  Entretanto, na época o carro mais “roubado nas capitais” era a Kombi.

Mais à frente o leitor vai entender porque conto essas estórias. Mas, tem mais uma que me veio à mente. Certa feita, eu e J. Reis, fomos ao que era ou foi um dia, a COBAL – um mercado de fornecimento de alimento – em tese. E que fechou as portas. Era localizado na Vila A sob o controle da Usina. O fato é que chegando lá conseguimos entrar no galpão e o galpão estava abarrotado de COISAS, entre essas coisas, remédios vencidos e um pequeno TRATOR (SEM USO).

Último caso, se me permite... refere-se à máquina de RAIOS-X que foi visto em uma SECRETARIA localizada no que foi a loja de materiais de construção da Bordin (alugada pela secretaria) e que estava aberto, havia sido mexido e todo munda sabe do césio-137, que é altamente radioativo. Creio que todos conheçam o acidente radiológico de Goiânia. Não passou um mês e mandaram pessoas “especializadas” para retirarem a máquina do local.

Após este preâmbulo que nem vai ser lido – e isso é mais um sintoma – do que digo e vou dizer agora aos senhores (as) de que há uma DISRUPÇÃO entre o que o Estado Municipal pretende fazer e o que faz.

A disrupção é um fenômeno CULTURAL, fundado em uma descrença mediante ausência de perspectivas no patamar de uma cidade, NÃO, de um Estado ou um continente com 27 Reinos obsoletos.  Obsoleto é um adjetivo caracterizador da nossa realidade, tanto na tecnologia e uso útil dela, como nas relações econômicas e políticas. Por esse motivo e pelo descontrole econômico, o prefeito de uma cidade criou um programa de asfaltamento superficial de ruas de bairros para valorizar imóveis e aumentar o valor do imposto. Se não fizesse isso, correria o risco de ver parte de sua cidade VENDIDA a organizações estrangeiras? Talvez uma “Blackrock ou uma Hulunbuir State Farm Group?”.

Mas, vamos a um caso mais corriqueiro. Recentemente um prefeito trocou uma pessoa da secretaria de obras. A reclamação da cidade era sobre a quantidade de buracos nas ruas. A primeira atitude do governo foi se livrar do peso, trocando as pessoas da direção da secretaria..., entretanto, a solução possível de se tentar, não foi a questão da troca de pessoas, quê aconteceu, mas foi a distribuição do serviço – de tampar buracos – a empresas diversas. Bem, havia feito uma sugestão a respeito, mas, colocaria pessoas do próprio bairro para fazer o serviço.

O fato de se pegar uma pessoa inteligente e, falante, para um cargo público e “jogar nas costas da pessoa”, tarefas que vêm sendo proteladas – como são as filas da saúde ou, a indenização dos ex-funcionários da “suicidada” Santa Casa que nunca aconteceu – é a prova cabal da impossibilidade de governabilidade, fora dos padrões arcaicos, respondidos com autoritarismo peculiar em países nas diversas formas de dependência, pressão externa e dívidas. Ora, segundo Boulos, de juros por ano, o Brasil paga 900 bilhões, creio de reais, qual a perspectiva desse país? E mais, a dívida alcança trilhões de reais e ONDE foi parar esse dinheiro? Onde foi aplicado?  

Concluindo o inconclusivo, o prefeito atual de Foz do Iguaçu, compara o futuro de Foz, com a cidade de Dubai, o quê me parece uma espécie de “final de reunião” onde tudo foi decidido e teve um grupo vencedor e que, deve ser o mesmo grupo do MERCOSUL, da Integração Latino Americana, dos “perigos do meio ambiente”, das emigrações e imigrações, enfim, do absoluto descontrole populacional.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário