A
Disrupção de um Processo de Governo Arcaico.
Lembro-me
de ter visto em Foz do Iguaçu, uma poderosa máquina de compactação exposta – como
peça de museu - enfrente a um departamento de obras no bairro Vila Portes. A
máquina de origem estrangeira, talvez alemã, inglesa, americana, foi feita para
durar séculos, porém é necessária a reposição ou reparo, das peças de impacto.
As peças que fazem o rolo vibrar. Mas o principal é o poderoso motor e a força
da máquina, que aceita adaptações. Mas, nada disso aconteceu. A máquina virou peça
de museu, assim como são expostos peças bélicas e veículos dos exércitos, que
são expostas e outras, negociada a um preço camarada.
...
Servi na Aeronáutica e até hoje me pergunto, porque as munições têm que ser
trocadas de dois em dois anos, considerando que elas podem durar dezenas de
anos...
Voltando
à máquina de compactação. Soube que naquele departamento foram ajustados
negócios com Kombis, três delas. Para
quem não sabe, Kombi foi a “perua” mais usada no Brasil, antes da chegada das
Vans a diesel. Quando a Volks teve “a autorização” de produzir Kombis a diesel,
mas era tarde demais. As Vans já haviam tomado o mercado. Entretanto, na época o carro mais “roubado
nas capitais” era a Kombi.
Mais
à frente o leitor vai entender porque conto essas estórias. Mas, tem mais uma
que me veio à mente. Certa feita, eu e J. Reis, fomos ao que era ou foi um dia,
a COBAL – um mercado de fornecimento de alimento – em tese. E que fechou as
portas. Era localizado na Vila A sob o controle da Usina. O fato é que chegando
lá conseguimos entrar no galpão e o galpão estava abarrotado de COISAS, entre
essas coisas, remédios vencidos e um pequeno TRATOR (SEM USO).
Último
caso, se me permite... refere-se à máquina de RAIOS-X que foi visto em uma
SECRETARIA localizada no que foi a loja de materiais de construção da Bordin
(alugada pela secretaria) e que estava aberto, havia sido mexido e todo munda
sabe do césio-137, que é altamente radioativo. Creio que todos conheçam o
acidente radiológico de Goiânia. Não passou um mês e mandaram pessoas “especializadas”
para retirarem a máquina do local.
Após
este preâmbulo que nem vai ser lido – e isso é mais um sintoma – do que digo e
vou dizer agora aos senhores (as) de que há uma DISRUPÇÃO entre o que o Estado
Municipal pretende fazer e o que faz.
A
disrupção é um fenômeno CULTURAL, fundado em uma descrença mediante ausência de
perspectivas no patamar de uma cidade, NÃO, de um Estado ou um continente com
27 Reinos obsoletos. Obsoleto é um
adjetivo caracterizador da nossa realidade, tanto na tecnologia e uso útil
dela, como nas relações econômicas
e políticas. Por esse motivo e pelo descontrole econômico, o prefeito de uma
cidade criou um programa de asfaltamento superficial de ruas de bairros para
valorizar imóveis e aumentar o valor do imposto. Se não fizesse isso, correria
o risco de ver parte de sua cidade VENDIDA a organizações estrangeiras? Talvez
uma “Blackrock ou uma Hulunbuir State
Farm Group?”.
Mas, vamos a um caso mais corriqueiro. Recentemente
um prefeito trocou uma pessoa da secretaria de obras. A reclamação da cidade
era sobre a quantidade de buracos nas ruas. A primeira atitude do governo foi
se livrar do peso, trocando as pessoas da direção da secretaria..., entretanto,
a solução possível de se tentar, não foi a questão da troca de pessoas, quê
aconteceu, mas foi a distribuição do serviço – de tampar buracos – a empresas
diversas. Bem, havia feito uma sugestão a respeito, mas, colocaria pessoas do
próprio bairro para fazer o serviço.
O fato de se pegar uma pessoa inteligente e,
falante, para um cargo público e “jogar nas costas da pessoa”, tarefas que vêm
sendo proteladas – como são as filas da saúde ou, a indenização dos ex-funcionários
da “suicidada” Santa Casa que nunca aconteceu – é a prova cabal da
impossibilidade de governabilidade, fora dos padrões arcaicos, respondidos com
autoritarismo peculiar em países nas diversas formas de dependência, pressão
externa e dívidas. Ora, segundo Boulos, de juros por ano, o Brasil paga 900
bilhões, creio de reais, qual a perspectiva desse país? E mais, a dívida
alcança trilhões de reais e ONDE foi parar esse dinheiro? Onde foi aplicado?
Concluindo o inconclusivo, o prefeito atual
de Foz do Iguaçu, compara o futuro de Foz, com a cidade de Dubai, o quê me
parece uma espécie de “final de reunião” onde tudo foi decidido e teve um grupo
vencedor e que, deve ser o mesmo grupo do MERCOSUL, da Integração Latino
Americana, dos “perigos do meio ambiente”, das emigrações e imigrações, enfim,
do absoluto descontrole populacional.
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