O
Conselho da Usina
Não devo ser contrario ao “Conselho da Usina
Hidroelétrica” por um único motivo eles geram empregos na Usina, além dos
empregos paralelos dos meios de comunicação: televisão, sites/portais, rádio e
jornal impresso. E também, pequenos clubes como parque de dinossauros, parque
das aves, Parque Tecnológico etc.
Fazendo um paralelo com algumas Usinas Hidrelétricas
de outros países, elas funcionam com um grupo de pessoas que se revezam, grupos
12 pessoas, não mais que isso. No caso da Usina em questão, não achei
informação sobre o número de funcionários da Usina, mas acredito que seja bem
mais do que 120 pessoas.
Creio que a diretoria da Usina, por onde já passou
figuras conhecidas do povo paranaense e todo o Brasil, creio que eles aprovem
essas despesas diversas por conta da geração de empregos do tipo de empregos
que são permissíveis.
Dito de outra forma, a Usina de alcance Federal e
Binacional, teria muita facilidade em produzir tampas de bueiros de ferro, mas
isso ela não pode fazer. Ela poderia desenvolver máquinas e processos de
reciclagem de materiais e orgânico, mas também não pode fazer isso. Também
poderia criar um setor naval incluindo à pesca para gerar empregos ao povo
pobre, mas também não pode fazer isso. Logo, o Conselho nada podendo fazer de
substancial, faz o que pode e para o “trade” turístico, é divertido.
Evidente, que a função da Usina e a Engenharia
seriam criar plantas de trabalho e produção para o povo, até para substituir o
“carrinho puxado a mão” o que é bárbaro, por algo que eles “a nata do
conhecimento técnico” viesse a desenvolver em termos de empresa do povo para o
povo, já que a iniciativa do povo é deveras rudimentar.
Sete Mil acidentes de Trabalho. Uau!
O post do Paraná Pop sobre acidentes de trabalho,
mais de sete mil e que foi omitido pela empresa [...] apontados pelo Ministério
Público do Trabalho em um Frigorífico em Medianeira merece um comentário.
E vou fazer contando uma breve história estória,
porque sou um indivíduo, eu mesmo. Certa vez trabalhei em uma “Gata”, uma caldeiraria.
Explico, Gata era o nome usado para identificar empresas oportunas, que eram
aquelas empresas que alugavam máquinas, galpão, porque tiveram uma oportunidade,
neste caso, de fazer grandes tanques para caminhões, que transportam leite,
produtos químicos etc. Outra definição de Gata [é] que, tudo era no improviso e
digo isso porque a matéria prima era o ferro, chapas de aço de um centímetro de
espessura e do tamanho de uma carroceria de caminhão e eram necessários 06
homens com alavanca para “arrastar e jogar a chapa no chão”, que só ia sair
dali depois de cortada como oxiacetileno. Claro, se fosse uma indústria grande,
teria uma ponte rolante e um imã e ninguém faria força alguma. Isso era a Gata,
uma empresa de risco de acidentes e acidentes graves. Por mais experiência que
tivesse no serviço o risco de acidente era constante, inclusive acidentes “invisíveis”
como surdez por excesso de barulho. Afinal quando não de tem máquinas usa-se a
marreta para entortar um ferro e a possibilidade de uma marreta escorregar... é
dramático.
Logo, voltando ao artigo do Paraná Pop, quando diz
que a empresa omitiu os acidentes [...] é uma situação constrangedora, não
exatamente para a empresa, mas para as instituições que se dizem “Serviço Brasileiro
de Empresas”, Serviço social da Indústria e principalmente dos SINDICATOS da
categoria. Ora, eles podiam acompanhar o processo produtivo e o uso de máquinas
apropriadas que garantam a segurança do trabalhador. Poderia se criar um plano
de ajuda à empresa dentro das possiblidades reais. O Agro negócio vive de
financiamento. Sem financiamento não há produção! E porque não, um plano de
segurança no trabalho, e atualização de maquinários, feito por profissionais, esses,
que se vangloriam com dinheiro de empresas e até Estado, O governo deveria
cobrar isso.