segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mudou o CONCEITO de Privatização, porém, Não Mudou o SISTEMA mensal de cobranças.

 

Mudou o CONCEITO de Privatização, porém, Não Mudou o SISTEMA mensal de cobranças. Poderia ser diferente?

     No meio da primeira década do governo dos militares a Light de São Paulo cidade, foi estatizada. O governo – segundo o que se dizia na época – o governo pagou caro por, digamos, por “ferramentas usadas”. Falo da cidade de São Paulo, não tenho ideia de quantas cidades a Light fornecia eletricidade. Nem sei quais usinas hidrelétricas ela tinha sob seu controle.

... Creio eu, que a Light tenha sido estatizada porque “A Grande São Paulo” estava se industrializando e as também as Emigrações de outros tantos Estados, inclusive do Paraná, precisariam de mais, muito mais investimentos e certamente não era do interesse dos Ingleses, quando Europa recém havia saído de uma guerra e estava em outra “a Guerra Fria”.  E também consideraram, provavelmente, que o “acerto da industrialização” feito com Juscelino, tinha prazo determinado...

     Digo isso, porque esse foi um MODELO de privatização que não poderia ser considerado privatização, teria mais sentido em se pensar nisso como um pedido, muito anterior ao governo militar, para se criar um desenvolvimento do setor energético.

... Lembrando que o prédio Martinelli – um grande edifício de São Paulo cidade, construído entre 1934 a 47 pelo húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena.  – foi construído com materiais que vinham de navio, da Inglaterra...

     Estou dizendo isso, porque houve uma crítica ao S. M. a respeito das críticas que fez não sobre a privatização da Copel, mas sobre a competência da administração. Aonde o comentário feito contra S>M, alegaria que S>M era a favor da privatização e agora, depois de privatizado critica a privatização.

... Na verdade existiu, desde o momento FHC, Jaime Lerner no Paraná, um conceito de privatização, quando você vende uma Estatal na bolsa de valores e quem paga mais leva, não é isso, mas popularmente é isso. Imagine a seguinte imagem, uma empresa ou um grupo, uma rede, compra a empresa de abastecimento de água e tratamento de esgoto em um Estado como o Paraná com 399 municípios. A “empresa em si”, a empresa que já existe é uma máquina em funcionamento que precisa de constantes ajustes e investimentos e os devedores são o povo, inclusive os imigrantes, os emigrantes e o povo que recebe benefícios do governo desde FHC quando era “bolsa escola”. Digo isso, para se avaliar o RISCO, considere também o volume de inadimplentes que alcança mais da metade da população, com variação nos Estados.

... Essa pequena observação e ainda a pouca credibilidade das instituições e até dos exércitos, além da insolvência de parte grande do povo, levou os investidores, os megaempresários, bem como os políticos neste patamar de negociações a um processo silencioso de ALTERAÇÃO DO CONCEITO DE PRIVATIZAÇÃO, que corroboraria com o novo modelo de capitalismo de associação com as megaempresas (Stakeholders) e laços – de compartilhamento – com as pequenas empresas e não todas, mas as selecionadas em cada cidade. Selecionadas, segundo um critério muito particular, assim como são particulares as negociações iniciais da privatização até chegarem ao público para sondar as reações.

     A “velha privatização”, apesar de NÃO... ela estava por sua conta e risco, com o novo modelo de privatização o RISCO é dividido com o Estado. O que torna a empresa e Estado coparticipantes em um mesmo processo de comando de trabalhos prioritários cujo eventual devedor – MENSAL – é o povo.

... Veja o caso dos transportes públicos. Tecnicamente é uma empresa mista – NO QUE interessa aos empresários e ao governo –, no caso de Foz, uma cidade com densidade populacional instável em termos de respostas sociais – a partir da habitação e empregos privados de baixos salários, além da INTERVENÇÃO do Estado nos salários e muitos impostos – e sem o APELO infantil dos “Direitos Humanos” – que protelou e protela a difícil realidade do povo – e com forte emigração e imigração e porosidade em suas fronteiras, mesmo como o apoio governamental a empresa não tem condições de dar as respostas ao Transporte de Massas não por culpa da empresa e nem de ninguém no poder, mas, pelos dirigentes da cidade, tanto político como econômico, além das “imposições e intervenções” do Governo Estadual e Federal...  se negarem a discutir outras formas e modelos de transportes de massas que viabilizem o seu uso de forma a atrair passageiros em toda a cidade.

... Lembro também, que no Rio de Janeiro cidade, em vias de uma Copa ou coisa assim, criaram um linha de bonde, apenas para “florear o ambiente”, mas criaram!

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